quinta-feira, 21 de maio de 2009

E tem mais coisas querendo sair...
Coisas que rodeiam a cabeça e beiram a uma insanidade surda...
Surda pois não ouve, ninguém ouve o grito preso na garganta de alguém com sede de vida...
Está preso, pois não pode ser solto, não pode ser gritado, vomitado pra fora com vontade e ímpeto...
As sombras pesam sob as costas de quem já calou, mas não quer mais...
Quer gritar, quer correr...
Quer gritar e correr nua pela grama numa noite de chuva e estrelas...
Gritar pra libertar... Pra deixar de guardar... Pra entender que o tempo não é algo que possa voltar... E nem que possa ir...
Que o tempo é agora...
Deixar que o grito leve tudo o que é efêmero, pequeno demais...
Que o vômito de voz faça com que todos ouçam seu peito aguado...
Que nada mais preso fique onde está...
Que a chuva lave o fervor da pele, da alma, dos olhos...
Pois a pele arde num fogo pulsante, espiral...
Fogo esse que nunca se calou, sempre gritou e sempre queimou...
Fogo esse que nunca mais será apagado, pois é muito mais forte...
A insanidade está aqui, inquieta, maliciosa, sedutora, selvagem...
Insanidade que cheira flores de outono... Frias, porém, presentes...
Que tem um estranho gosto metálico e a cor da neblina...
Insanidade que está aqui desde que a alma é alma...
Insanidade presente desde que comecei essas letras...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Conto da Fada...

... A Cinderela que de tanta coisa que tinha pra fazer, acabou virando bela adormecida, acordou com tanta fome que comeu a maça, que parou na garganta, afogando o peito, ficou tão branca, tão branca que acabou Branca de Neve, caiu no mar e virou Ariel, um dia deu um salto e o tapete mágico passou e a levou, seu nome agora é Yasmim, até que apareceram juntos a Fada Madrinha e o Gênio da lâmpada e disseram:

- Oh! Pequena criança, já passastes por tantas desventuras, queres um Príncipe?

A pequena pensou, pensou e pensou, até que fez uma cara feia.

- Príncipe? Eu quero é o Lobo Mau!
O Último Poema

Tchau!

domingo, 26 de abril de 2009

Hoje vou pedir a ajuda do vento

pra levar todo sofrimento e me deixar nos braços dela...

pois trago amor escondido dentro do peito

e tenho todo direito de crescer voar por aí

Pois se eu não soubesse que o rio corre pro mar

que sanfona é pra forrozar e meu coração é todo seu...

eu não sonharia não me entregaria assim...

não existiria em mim um desejo louco de te encontrar...

sopra vento...

sopra vento... zum zum...

sopra vento... zum zum...

sopra vento e me deixe nos braços da paz...




(autor desconhecido)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O amor vem, ele chega e quando chega, não quer ir embora.
Passam-se os tempos, mudam-se as vontades e o amor continua fora do lugar...
Amor, vem pra cá, pára de brincá.
Senta aqui e fica quietinho, acalme-se, acalente-se.
Amor, não maltrate o coração, deixe-o pulsar, deixe-o viver.
Amor, vem aqui, bata no meu peito e bata no dele também.
Amor, me deixa te amar, não me faça te odiar...
Amor, amar, amado.
O amado que amava a amada, que amava outro amado, o primeiro amado que não era amado pela amada, mas era amado por outra amada. A amada que amava o amado que não amava...
Afinal, cadê o amor? Se se ama mas não o tem...
Se escondeu? Fugiu ou morreu?
Cadê o amor? Se perdeu? Não se achou...
Porque o amor não se encontra? Já que nessas letras se ama tanto?
Porque quem ama não pode amar quem ama?
O amor prega peça, é bicho malvado, criança travessa.
Acho que o cúpido ficou bravo porque ninguém ama o amor, só ama o amado que amava a amada, que amava outro amado, o primeiro amado que não era amado pela amada, mas era amado por outra amada. A amada que amava o amado que não amava...
Então cúpido ficou bravo pois viu o amor triste e quis vingá-lo. Mandou flechas tortas regadas de desencontros que não nos deixam usar a razão e deixou pra nós, seres movidos de amor, a difícil e árdua tarefa de encontrar o caminho que leve ao amado amar a amada e a amada amar o amado e assim o amor será finalmente amado...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Basta!

Chega! Não agüento mais! Chega desse lixo! Chega dessa merda!
Não agüento mais! Chega! Chega!
Tanto desengano, tanto choro, tanta merda, merda...
Por favor, chega! To no meu limite de angústia, de medo...
Só sobram sopros e lufadas de nada!
Chega de perder! Chega de ganhar rugas e dores!
Basta! Chega!
Chega de punhaladas de lâminas frias! De facas sem corte!
Chega de desespero, chega de dor!
Pelo amor de Deus! Pára!
Me deixa em paz! Quero viver! Vai embora! Sai daqui!
Chega de sobras! Chega de restos cuspidos! Chega de migalhas!
Chega de amores maltrapilhos e paixões rasgadas!
Chega de corações dilacerados e corpos a míngua...

Chega de um corpo surrado, de um corpo doente!
Chega!
Chega de um ser vazio, incompleto, machucado...
Chega!
Chega de pena! Chega de dó!
Chega de achar que não merece, que não foi feito pra isso!
Pára! Por favor!
Chega de espezinhar, de ferir, de matar, de morrer!
Não quero mais matar! Não quero mais morrer!
Não quero mais me sentir assim! Não mais! Nunca mais!
Me deixe ir! Me deixe voltar!
Devolva! Devolva meu coração!
Quero um ser inteiro, não quero mais metades!
Joga fora! Solte meus pulsos! Desacorrente minha alma!
Quero viver!
Chega!
Chega!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sou um clown diário
Com urgência de vida
Um palhaço que ri e algumas vezes chora!
Mas não... Não chore palhaço!
Você tem sorrisos pra arrancar, dias bonitos pra fazer.
Sou um palhaço alegre, sarcástico, pateta, palhaço...
Um palhaço deslumbrado com coisas pequenas que parecem sem graça aos olhos de muitos
Um palhaço que muitas vezes não usa maquiagem, nem nariz
Outras que usa, batom, sombra nos olhos, e salto alto...
E outras ainda, que usa pancake branco, roupas coloridas, um grande nariz e outros nomes
Sou um palhaço num mundo de fúria
No meu mundo, no dos outros e no de todos
Um palhaço que busca ajudar, mas nem sempre faz a coisa certa
Mas o que é certo? Quem definiu o que é certo?
Seja lá o que for, não foi um acordo comum.
Um palhaço que ainda vai se tornar o que se quer ser
Mesmo que algumas pessoas se incomodem com a minha alegria
Eu a faço de bom de grado e peito aberto
Um palhaço que se questiona sobre fazer o bem, sobre querer bem
Um palhaço que muitas vezes não quer ser palhaço, quer ser apenas mulher
Mas então descobre que ser palhaço é o que a deixa mais feliz!
Que não importa se é palhaço ou se é mulher
Que importa é ser os dois! Ás vezes junto, ás vezes separado...
“Que um sorriso gasta menos energia e dá mais luz”
“Que a cada mil lágrimas, nasce um milagre”
“Que ser feliz custa tão pouco, que nem se quer nos damos conta”
Um palhaço que emerge e sucumbi
Mas que nunca deixará de ser um palhaço! Um palhaço-mulher!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

o sol não aparece há dias
uma bela flor no vaso
um chinelo perto da lareira
um cello repousa na capa
logo ela desce as escadas
a elegância da manhã que ela veste
o som da água faz ela sonhar
acordada por uma nuvem de vapor
ela põe seus sonhos num copo
uma colher de açucar adoça tudo
e ela luta por sua vida
enquanto coloca o casaco
e ela luta por sua vida no trem
ela olha a chuva enquanto ela cai
e ela luta por sua vida
quando entra na loja
com um pensamento em um assunto que a pegou, ela paga pelo pão e se vai
o sol não aparece há dias
uma melodia de inverno que ela toca
o trovão faz ela pensar
ela ouve um barulho atrás do portão
talvez uma carta com uma pomba
talvez um estranho q ela possa amar...
oren lavie- her morning elegance
Valeu Kléber!!!
Cansaço

Ando cansada das pessoas... Pessoas que pouco ou nada tem na cabeça...
Cansada da podridão, da hipocrisia, da maledicência, da mediocridade...
Cansada de ver pessoas que atrapalham a evolução das espécie...
Cansada de vampiros, de oportunistas...
Cansada de preconceito, de segregação...
Ando tão cansada que me sinto enjoada...
Quero vomitar todo o nojo que sinto, todo o asco, todo o pus preso na garganta...
Cansei de pessoas que só fazem peso no mundo...
Cansada de pessoas feias, que cospem podridão por onde passam...
Que só carregam discórdia, raiva, doenças...
Ando cansada de ter dó, de sentir pena da minha própria raça...
Cansada de pessoas cegas, burras, pessoas que julgam que o mundo é cruel, sem perceber que são elas que fazem mal, que poluem o mundo, que magoam, que chutam, que cospem...
Cansada de saber que essas pessoas me fazem mal, me deixam triste...
Cansada de saber que por mais que eu queira, eu não posso fazer nada por elas...
Cansada de saber que sinto culpa por não poder fazer NADA!!!

Um homem sábio disse:“O mundo não suporta vítimas”.
Sinto-me feliz por saber que ainda existem pessoas boas!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quero rasgar tua carne com dentes e unhas...
Mastigá-la e engoli-la...
Cada pedaço de carne, de pele...
Te fazer sangrar tudo aquilo que já me fez...
Quero olhar nos teus olhos com a tua carne dilacerada...
Sem piedade, sem compaixão ou clemência...
Quero te fazer sentir a dor que sinto por dentro...
Sentir o medo que tenho de perder a vida...
O medo de te perder... Pra sempre...
Quero ver teu sofrimento assim como foi o meu...
Sem dó, pois de mim, não teve...
E dizer no seu ouvido: Sofra...

Mentira! Isso é tudo mentira!
È só orgulho barato, ego idiota!
É balela, bobagem, besteira...
A mais imbecil mentira, a mais falsa mentira....
Meu verdadeiro sentimento, é muito maior que isso...
É maior do que podemos supor...
Maior que eu, maior que você...
Maior que eu e você... Juntos ou separados...
O que sinto por você é....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sussurrando frases pra um único ouvido ouvir...
A noite escura gélida que cai sobre minhas costas...
Presas e garras a meia luz...
Gemidos suspensos no ar...
A folia do prazer instantâneo...
O prazer da dor...
A branca lua que faz meu coração pulsar...
E meus olhos sangrarem...
É frio... E é calor...
Gelada que ferve...
Sangue que cai e queima a pele...
Saliva doce...
Corpo trêmulo...
Vontade que não quer ir embora...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Anjo poeta, poeta anjo...
Em ti algo explode, pulsa, talvez até sangra...
É uma força que impulsiona as tuas palavras e me bate na cara...
Sinto tuas feridas tão próximas das minhas...
Mas com mais cor, mais sabor...
Tão longe... Tão perto...
Uma alma inquieta que se alimenta de poesia própria deixando a minha alma inquieta e por vezes calada...
Me causas medo...
Sobre ti há muito que dizer, mas há mais o que pensar...
Dizer, não sei mais, és inenarrável...
Sobre Lucas de Oliveira
Entra macio e desliza cálido...
Esboça um sorriso com uma destreza que é só sua...
Tens brilho de homem no olhar...
Que também é suave, quase irreal...
Encosta quase todo o rosto no travesseiro colorido e finge que dorme...
Pensa que não sinto os pensamentos embaralhados na cabeça...
Mas por alguns momentos eles se esvaem pra algo mais sublime...
Aperta forte... Tenta parar.. O ar sai socado do peito pela boca... Explode...
Silêncio...
Respira...
Entrelaçam-se as pernas e os braços, descansa...
Os fios dos cabelos correm pelos dedos...
A carne branca e morena é que dão luz ao espaço...
Fecham-se os olhos, por mais que se pense nada a memória guarda...
O que se pensou pouco importa agora...
O relógio parou... Pelo menos a um milésimo de segundo atrás...
Parado... Eterno...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Chega mais perto...
Vem pra cá...
Não tenha medo de seguir pelo caminho...
Ele é escuro eu sei, mas estando de mãos dadas tem mais luz...
Se arrisque de novo...
Olhe nos meus olhos e veja tudo o que ele reflete...
Sinta meu corpo e roube o calor...
Deite sua cabeça no meu ombro e descanse da vida...
Tire os seus pés do chão por apenas um segundo...
Escute a minha voz com atenção...
Falada, cantada, sussurrada ou gritada...
Te seguro nos braços, pois preciso que me segure nos teus...
Deixa entrar... Deixa viver...

Inspirado por "Série Cores: Vermelho" de Paty Augusto

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

DIÁLOGO: ( Sem querer)

-Meu coração tá até acelerado...
-Que bom... assim ele bomba mais sangue e o metabolismo funciona melhor!
-Mas, dói...

Por Lara Weber e Lucas de Oliveira

domingo, 9 de novembro de 2008

MUITO DO QUE EU FAÇO
NÃO PENSO, ME LANÇO SEM COMPROMISSO.
VOU NO MEU COMPASSO
DANÇO, NÃO CANSO A NINGUÉM COBIÇO.
TUDO O QUE EU TE PEÇO
É POR TUDO QUE FIZ E SEI QUE MEREÇO
POSSO, E TE CONFESSO.
VOCÊ NÃO SABE DA MISSA UM TERÇO
TANTO CHORO E PRANTO
A VIDA DANDO NA CARA
NÃO OFEREÇO A FACE NEM SORRISO AMARELO
DENTRO DO MEU PEITO UMA VONTADE BIGORNA
UM DESEJO MARTELO
TANTO DESENCANTO
A VIDA NÃO TE PERDOA
TENDO TUDO CONTRA E NADA ME TRANSTORNA
DENTRO DO MEU PEITO UM DESEJO MARTELO
UMA VONTADE BIGORNA
VOU CERTO
DE ESTAR NO CAMINHO
DESPERTO.
Lenine - Martelo Bigorna

domingo, 2 de novembro de 2008

Duas almas inquietas escrevendo madrugada a dentro... As linhas pretas são de Lucas de Oiveira (grande poeta, sensível, humano, ácido...) As verdes são minhas... Lu, obrigada!
A luz se apagou,
aquele pássaro incapaz de voar rasgou meu peito
pousou no seu.
Fiquei ali parada, imóvel, nada sentia, apenas olhava...
e olhava...
Só não enxergava o doce olhar do pássaro
logo havia medo, nele e em mim...
Eu queria estar naquele peito, mas não estava.
quis ser o pássaro.
não fui. morri.
Morri, pois não posso voar,
tenho asas, mas não voo..
tenho coração, mas não bate...

Quis ser o pássaro.
não fui.
E o que sou?
Já que tenho asas que não voam e um coração que não bate...
Nada
só o ouvinte mudo desse pássaro
Cego e covarde
covarde demais pra esquecer...
Aquecer o ser amanhecer
Será, saber sem sentir
Delete, esc ser, esquecer...
Ser covarde.
Enter.
Na sua alma, nas suas mãos...


Por Lara Weber e Lucas de Oliveira.
Madrugada. 31/10/08. 01:48h.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator


Viva Raul!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

São pontiagudos e sinceros...
Tão doces que chegam a enjoar...
Uma ponta ás vezes pára na garganta e é preciso respirar...
No começo dói um pouco, mas depois acostuma...
Os recolho... Por dia... Por hora e por minuto...
Surge uma lágrima do centro do olho...
A sensação é que ela arde...
Quando caem a dor é pulsante, latente...
Surgem míseras sensações de prazer e calor...
E o sentimento de perda...
O sangue corre pouco e o coração bate muito...
É impossível mensurar os danos que causam...
Mas também trazem a força, a luta, a crença...
Quando ficam, não se acomodam...
E incomodam a ponto de ter que expulsar...
Ou por choro, por grito, por palavras ou pela indiferença...
Alojam-se pensamentos de falta, de desesperança, de só, de pó...
Pensamentos de raiva, de impossibilidade, de inferioridade...
Então é melhor deixá-los assim, fora...
Por mais que apareçam e desapareçam eles sempre caem pelo chão...
Ou são transformados em sorrisos, em esperança, em paixão... Em amor...
Dando vida ao significado do ser...
E dando ao ser vida...
A vontade, a alegria, o desejo pela vida...
Então que é melhor que saiam...
Mas... Existem aqueles que devem voltar de onde vieram...
Voltar pra dentro...
Aqueles que se perderam não por vontade própria, mas porque foram roubados...
E assim que recuperados, vão pra uma taça e são bebidos com muita sede...
No começo dói um pouco, mas depois aliviam...
Esses são os mais importantes e não devem ser esquecidos nem ignorados...
Esses são a essência...
A Alma...
O sopro que traz de volta...
Assim são...
Os meus pedaços...
Inspirado por "Insetos Interiores" de Fernando Anitelli

terça-feira, 21 de outubro de 2008

PELA VIA LÁCTEA

Tenho uma estrela chamada coração, ela tem vida própria...
É detentora de uma luz que poucos viram...
Guardo um universo dentro de mim, chamado alma...
É um universo cheio de contradições e com um profundo desejo de existir...
Explosões cósmicas que ocorrem diariamente no meu corpo...
Levam impulsos eletromagnéticos pras minhas fibras, ossos e pele...
Chuvas de um profundo brilho ocorrem pelos meus olhos...
Mas nele também, há um buraco negro, denso, pesado...
Meteoros gigantescos de sensações, sentimentos intensos que reverberam nas minhas articulações...
É o meu corpo celeste que cai...
Sou controlada pelas minhas luas...
Tenho vários e vários cometas de pensamentos...
Galáxias e Galáxias de medos nebulosos...
O fenômeno que desalinhou o meu sistema solar, rotação e translação trocam constantemente de lugar...
Tudo isso porque era uma estrela cadente que rompia o céu no momento em que eu olhava...
Mas não pro céu, para os seus olhos...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

É o que pulsa o meu sangue quente
É o que faz meu animal ser gente
É o meu compasso mais civilizado e controlado
Estou deixando o ar me respirar
Bebendo água pra lubrificar
Mirando a mente em algo producente
Meu alvo é a paz
Vou carregar de tudo vida afora
Marcas de amor, de luto e espora
Deixo alegria e dor ao ir embora
Amo a vida a cada segundo
Pois pra viver eu transformei meu mundo
Abro feliz o peito
É meu direito!
Compasso
(Ricardo MacCord / Angela Ro Rô)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

-Eu esperava e morria.
-Eu morria por esperar.

(Lorca)
Nos caminhos de luta
nos frutos sem cor
nas vidas geladas em torno de mim
O calor do meu corpo está no seu.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Odeio o modo como você fala comigo,
E o modo como você corta o seu cabelo,
Odeio o modo como você dirige meu carro,
E odeio quando você me encara,
Odeio suas enormes botas de combate,
E o modo como você lê a minha mente,
Odeio tanto que isso me deixa doente,
E até me faz rimar,
Eu odeio...
Odeio o modo como você está sempre certo,
E odeio quando você mente,
Eu odeio quando você me faz rir,
E mais ainda quando me faz chorar,
Eu odeio quando você não está por perto,
E o fato de não me ligar,
Mas mais que tudo,
Odeio o fato de não conseguir te odiar
Nem um pouco,
Nem por um segundo,
Nem mesmo só por te odiar.


Do filme: 10 coisas que eu odeio em você.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eu moro no mundo, eu moro em mundo nenhum...
Eu moro em qualquer lugar...
Me faço entre fendas...
Choro cada riso, e riu cada choro...
Levanto e cresço a cada tombo...
Moro em cada coração, e cada coração é a minha casa...
Aprendo com cada sorriso, riso, gargalhada...
Alegriando cada momento, aliviando toda a dor...
Não importa o preço que eu pague, o meu negócio é viver...
E quero vive-lo a cada vão momento...
Quero e vou...
Me desfaço e me reconstruo...
Eu canto cada música, e sinto qualquer dor...
Sempre penso que podia ser melhor... E que podia ser muito pior...
Me faço em cada abraço, em cada beijo dado com afeto...
Em cada palavra livre de máscaras e dada de bom grado...
Me faço por amor... pela vida...
Me faço porque apareço, porque existo, porque acredito...
E sobretudo, porque sinto...

09/09/08

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Refletiu a luz divina
em todo seu esplendor
vem do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, da Aruanda
Para tudo iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levamos ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !
Levamos ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

Hino da Umbanda

Epahei!
Kowô Kobyesile
Odioá! Odô-fe-iabá!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hoje acordei e apenas um pensamento tive...
Que nos teus braços é onde me encontro e quero estar...
Neste momento...
Não quero tuas palavras, nem teus pensamentos...
Deixe-os pra depois...
Quero apenas o silêncio do teu abraço...
E o teu olhar firme e sincero...
Quero apenas sentir-te perto...
Mesmo que longe...
Tive a sensação de paz...
Mas ainda tenho medo...
Que é tão grande, que nem podes notar...
Sinto-me bem agora, como a tempos não me sentia...
Não quero que vás... Não quero que acabe...
Nem nossas horas, nem minutos...
Sinto-me bem agora, assim como nos teus braços eu estaria...


01/07/08

sexta-feira, 9 de maio de 2008

É lamina fria, num dia de sol...
Fina, navalha...
Corta minha carne, faz cair o sangue...
Que pulsa, que ferve...
A carne se rompe lentamente, um gemido de dor...
Não posso ir mais fundo...
Algo me interrompe, meus ossos sólidos, tórridos...
Já há muito sangue no chão...
Vermelho e quente...
Já quase não enxergo, está escuro...
Meus joelhos fraquejam, e eu caio...
Sinto o sangue q tinge minhas roupas, ainda está quente...
Agora meu rosto está no chão, sinto o gosto do meu próprio sangue...
Já não vejo mais nada.
Não, não é suicídio...
São apenas meus próprios sentimentos vivos e frenéticos
Que dominam meu corpo e estagna a minha mente...
Meu coração já não bate no peito...
Mas sim, em todas as partes do meu corpo...
Na cabeça, nas coxas, nas costas, no sexo...
Já não posso mais...
Me entrego...
08/05/08