sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sexo Frágil? Tenta a sorte...



(...)


Eu sou baranga mas sei o que pode dar uma ice-kiss

sou da madruga mas gosto de ser bem tratada de manhã

eu topo tudo mas também tenho ponto fraco

uso short curto mas não tenho menos segredo por isso

sei quando fui amada

conheço a vergonha de quem me ama (...)




Porcas Borboletas - Super Herói Playboy

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Numa noite dessas de verão, acordei quase no escuro

O corpo torto, suado e quase nu

Mais uma vez, olhei os desenhos que a luz da rua, que batia na janela e batia na parede

Era sempre o mesmo desenho, no mesmo lugar

Na mesma hora

Levantei e olhei para as paredes e o tetos aqueles desenhos tão particulares

Ao me ajoelhar na frente da janela vi as luzes da cidade brilhantes e mudas, assim como aquele quarto

Mas eu ouvia sim, o som do sono, do cansaço

Olhava e sentia vida lá fora

Uma vida que estava longe de mim

Que eu não podia tocar, nem estar perto

Era uma turbulência de silêncio, de urgência

Eu apenas podia ficar presa dentro de mim, como sempre estive

Podia ver, sentir e ouvir, mas não podia estar lá

Junto da vida

Ah! Se eu pudesse voar! Tão longe! Tão alto!

Sentia o corpo perder calor mas a cabeça continuava quente

Se ao menos eu pudesse dormir!

A solidão me ajudava a pensar naquele mundo imenso, bonito e cruel lá fora

Saudade eu também sentia, talvez do que não vivi

Medo eu também sentia e sobretudo, amor

Naquela noite, naquela janela eu podia ver, sentir e ouvir

Mas não podia tocar

Nem viver...

... Crua, nua, parada, estagnada

e sem razão.

Com a sensação de estar indo na contramão.

Sem pode viver por mim

Sem ter por onde ir

Sair da inércia do ser frio

Por um fio a consciência do estar aqui

Passeiam palavras não ditas

Feridas muito antigas para se curar

A coragem que falta para arriscar

Tão parada quanto a madrugada

E já que tão magoada a alma está

Pra que continuar?

Tão viciada quanto as cartas

Pra que doer?

As cartas não mentem

Tão presa quanto as verdades

Tão nula quanto o zero

Crua e nua quanto a lua pregada no céu

Tão estagnada quanto uma rocha

Um dos piores venenos, dos piores males:

A covardia!

01/02/10

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Começo pelo meio

...

Laços e traços e amassos que se entrelaçam e amarram os pulsos de quem já amou e não ama mais.
O pulso o sulco e o sumo do gozo.
O gozo do corpo esperançoso.
Espera no ranço dos dias que algo exploda.
E explodindo vai caindo e subindo pelo beiral.
Portas e janelas abertas, deixam espertas as chagas do meu coração.
Um coração seco, oco, toco é o que resta.
Resta nas lembranças de misérias, mazelas do passado e do futuro.
Futuro inoportuno, instigante.
Instigantes são suas palavras mastigadas, rasgadas e cuspidas dentro de mim.
Dentro de mim ficam farpas de amor e sexo.
Sexo esse não frágil, mas ágil, volátil.
Amor esse calado, amargurado e ao teu lado.
Lado esse que ferve, emerge, sobrevive e vive.
A morte toma porte de arma.
Arma e desarma a bomba relógio.
Relógio do ócio, do traço, do laço, aço.
08/12/09
02:15h

domingo, 6 de dezembro de 2009

Apenas... Uma noite...

Abraços e abraços que não chegam a acontecer...
E quando acontecem se desfazem como a chuva... E na chuva...
Beijos e beijos esquecidos e noites de sonho...
Por um tempo, tudo faz sentido... Mas logo a conexão se perde e a vida volta ao tom cinza de antes...
Num mundo onde as coisas começam a acontecer, a dor mais forte volta a se repetir...
Por quanto mais isso vai se arrastar?
Esperar... Não... Não mais...
Apenas o sossego de uma noite nos braços...
E os abraços e os sussurros... Onde estão?
Apenas... Uma noite...
Eu sei...
E sei que não era pra eu ser assim
que eu devia tomar as doses nas horas certas
eu sei que eu devia dormir boas noites de sono
e que eu devia fumar menos
escovar os dentes com pastas pra gengivas sensíveis
e perambular menos na rua quando todo mundo já foi
e não me jogar tanto quando alguém me abre os braços
e beber menos
e amar menos
eu devia parar e pensar menos
eu sei que eu devia pensar menos
e falar menos
eu sei que eu devia falar menos pra viver mais
eu sei que eu devia viver menos
mas eu não sei viver menos...




Porcas Borboletas- Menos
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A lua com seu brilho fosco naquela noite...
Parecia que expandia o olho que olhava...
Era fosco mas era bonito...
Seu jeito tosco é de admirar...
Admirada ficaria eu, se não gostasse...
Os olhos? Eu já não podia ver...
Estava quente... e uma nuvem vermelha se aproximava...
Será o fim do mundo?
Será o fim do meu mundo?
Tens uma beleza guardada dentro do corpo...
Um desejo contido de ver a pele sobre a luz dessa lua...
Minha pele? Sua pele?
Nesse mundo onde tudo pode ser dito sem que os olhos denunciem a verdade...
Vejo algo não novo acontecer...
Eu não queria...
Mas deixo entrar...
E vamos para trás do mesmo véu de nuvens que a lua se esconde nesse exato momento...



03/12/09
03:25h
INVERSO...

MOÇA PERNAS DE PINÇA
ALTA CORPO DE LANÇA
MAGRA
OLHOS DE CORÇA
LEVE
TODA CORTIÇA
PASSA
COMO QUE NUA
CALMA
FINGE QUE VOA
BRASA
CHAMA NA AREIA
BELA COMO EU QUERIA
MAGRA, LEVE, CALMA
TODA ELA BELA
TUDO NELA CHAMA
SEGUE ENQUANTO SUSPIRO
TODA COR DE TEMPERO
CHEIRA UM CHEIRO TÃO RARO
CLARA CURA O ESCURO
ELA BRAÇOS DE LINHA
DENGO CHEIO DE MANHA
DURMO E PEÇO QUE VENHA
ACORDO E SONHO QUE É MINHA
MAGRA, LEVE, CALMA TODA ELA BELA
TUDO NELA


Lenine - Magra

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

BALELA

Pessoas: Porque você não faz uma PROGRESSIVA no cabelo? Porque você não ouve PAGODE? Porque você não para de FUMAR? Porque você não vai para a IGREJA? Porque você se VESTE ASSIM? Porque você não usa SALTO? Porque você não usa MAQUIAGEM? Eu pensei que você fosse SAPATÃO Eu pensei que você fosse METIDA! Você é MACUMBEIRA? Mas você acredita em DEUS? Você usa DROGAS? Você precisa largar desse CARA! Você precisa me LIGAR, me ABRAÇAR, me BEIJAR! Você ficou com OUTRO cara? Você é ASSIM! Você é ASSADO! Você é uma VAGABUNDA, SAFADA! Você não vai para o CÉU! Papai do céu não vai gostar de VOCÊ!


Minha resposta: Porque VOCÊS não olham para o PRÓPRIO UMBIGO? Eu pensei que VOCÊS soubessem que JULGAR é muito feio. Vocês são HIPÓCRITAS! Vocês PAGAM as minhas contas? Vocês precisam CUIDAR da vida de vocês. Eu CUIDO da minha, eu cuido com o CORAÇÃO!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Devido aos últimos acontecimentos... Preciso postar essa música...

O cara mais underground que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover das canções celestiais
Com sua banda formada só por anjos decaídosa
A platéia pega fogo quando rolam os festivais
Enquanto isso Deus brinca de gangorra no playgrounddo
No céu com santos que já foram homens de pecado
Derrepente os santos falam "toca Deus um som maneiro"e Deus fala "aguenta vou rolar um som pesado"
A banda cover do diabo acho que já tá por fora
O mercado tá de olho é no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadaso
Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor.


AMÉM!!!!!


Zeca Baleiro - Heavy metal do Senhor

sábado, 26 de setembro de 2009

O momento que estamos juntos parece interminável...
Nossos corpos estão tão unidos que posso sentir as batidas do seu coração.
Nossa respiração confunde-se com a do outro...
Nosso movimentos são sincronizados... Indo e voltando... Para frente e para trás...
Ás vezes para, e então, quando nos cansamos da mesma posição, nos esforçamos para mudar, mesmo que seja por pouco tempo.
O suor de nossos corpos começa a fluir... Sem nada que possamos fazer...
Um calor enorme parece que nos fará desmaiar...
Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro e, quando não aguentamos mais segurar...

Uma voz ecoa nos nossos ouvidos:

"Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem."


(Autor gênio desconhecido)
Um pouco de tormenta é sempre bom...
Sinto um vento que passa pela orelha e reverbera na barriga...
O corpo vai gelando, gelando, mas logo vem o cobertor... macio... Quente... Humano... Homem...
Olhava a janela que constratava com a cor pálida e branca do céu...
A respiração era serena... Sono de criança...
O tempo... Que tempo? Não havia tempo... Nem relógio... Nem sol se indo...
A chuva caia fina e barulhenta...
Tudo parecia parado e calmo...
Andava na chuva e olhava os meus pés desenhando a água da calçada...
Um cão me olhou me dizendo bom dia...
Com a velha e costumeira sensação de irrealidade sublime, meu dia havia começado no meio da tarde, quase noite...
As pessoas me olhavam, mas não era a mim que viam...
Eu só queria estar ali parada, apenas a olhar e a olhar...
Passado e futuro se misturam e já não sei mais quem é quem...
Eu continuo aqui a pensar quando é que os sonhos se tornam realidade se já não se sabe muito bem com o que sonhar...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


Já falei tantas vezes do verde nos teus olhos Todos os sentimentos lhe tocam a alma, alegria ou tristeza
Se espalhando no campo, no canto, no gesto, no sonho, na vida
Mas agora é o balanço, essa dança nos toma, esse som nos abraça, meu amor
O teu corpo moreno vai abrindo caminhos, acelera meu peito
E nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando o balanço malandro, e tudo rodando
Parece que o mundo foi feito pra nós nesse som que nos toca
Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo
Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo
Pôr do sol e aurora
Norte, sul, leste, oeste Lua, nuvens, estrelas
A banda toca, parece magia
E é pura beleza, essa música sente, parece que a gente
Se enrola a corrente e então, de repente, você tem a mim
Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo
Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo
Já falei tantas vezes do verde nos teus olhos
Todos os sentimentos lhe tocam a alma, alegria ou tristeza
Se espalhando no campo, no canto, no gesto, no sonho, na vida
Mas agora é o balanço, essa dança nos toma, você tem a mim
A Festa - Maria Rita (Milton Nascimento)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sinto um ar gelado na boca do estômago...
A sensação de... O que é mesmo que se passa?
O olhar e o sorriso sem fim...
Era tudo muito alto...
Estava esquentando a cada passo...
O que eu posso dizer...
Me liga?
Ouça... Lembre-se apenas...
Tinha algo infinito em ti, olhos sem côncavo...
Algo insano e até ancestral...
Leve... Intenso...
Vem, tire-me daqui, leve-me embora...
Faça o que você prometeu...
O que eu posso dizer...
Fala comigo?
To angustiada na frente desse computador...
Há dias me sinto frenética...
Êxtase...
Esse silêncio corrói meu cérebro...
Aqui está frio...
Vem...
Olha pra mim e diz ao contrário...
Diz...


“Se tu te transformasse em peixe-lua eu te abriria com uma faca...” - Lorca

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

... Começou com aprendendo para conseguir algo dos sonhos... Sono pra agüentar o que viria quando o sol caísse... E então, fazer aquilo que mais se ama, aquilo que traz o ar que se respira... Depois o combustível... Aquilo que repõe energia e traz uma imensa alegria... Com pessoas pra lá de especiais... Alto muito alto... Luz muita luz... Pessoas que queria ver, que queria muito ver... Festa, muita festa, vaga-lumes seguros pelos dedos, muita bobagem e gargalhadas saindo pela boca, debaixo do céu nublado e circundado de altos prédios que tinham a face da cidade... Oi! Que bom que te encontrei... Vermelhas... Ava Adore e outras... Olhos sem côncavo... Alma misteriosa e tão inquieta como a que conheço bem... Misto e chocolate quente antes de dormir e mais conversas, filosofias de vida... Dia seguinte... Ressaca... Mas com muita alegria... Sono... Ver a vida, a minha vida, onde eu queria estar e ou eu vou estar... E onde eu sempre estarei... Amigos, mais que amigo, a família... Mais bobagens e mais risos... Sono... A alegria de ver amigos queridos e um pouco afastados... Guerra... A alegria de ver a pessoa do coração... A alegria e a emoção de ver tanta força, tanta energia, tanta vontade, tanta determinação e segurança... O abraço... O cheiro... O passeio... O presente... Mais gente querida... Chuva e finalmente... O sono outra vez... A vida vale a pena? Ôh, se vale!!! Vivacidade, Viva, Viver.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"Era uma vez... Um lago que ficava aqui perto... Vários pássaros voavam por lá... Um dia esses pássaros pousaram no lago e a temperatura baixou derrepente e o lago congelou... Os passáros levantaram voo e levaram consigo o lago que dizem hoje estar em algum lugar da Georgia."

Do filme: "Tomates verdes fritos"





Towanda!!!



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu acho que
Tenho certeza daquilo que eu quero agora
Daquilo que mando embora,
Daquilo que me demora
Eu acho que
Tenho certeza daquilo que me conforma
Daquilo que quero entender
E não acomodar com o que incomoda
Não acomodar com o que incomoda
E quando eu vou
É quando eu acho que
Onde é que eu tô
É pouco e tanto faz
Seja o que for,
Seja o que surge e some
Seja o que consome mais
Seja o que consome mas
Faz
E a historia que
Nem passou por nós
Direito ainda,
Pr'onde é que foi?


Criado Mudo - O Teatro Mágico

" A inconstância"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Olha...
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha...
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha...
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

Beatriz -Edu Lobo/Chico Buarque





"A todas as atrizes que interpretam atrizes
."
Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô maneiro pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar num pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça



Implicante - Ana Carolina

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dos amores...

Amores frios, quentes...
Amores de fim de semana...
Amores pra vida inteira...
Amores rasgados...
Amores machucados...
Amores intensos...
Amores rasos...
Amores duvidosos...
Amores tempestuosos...
Amores destemperados...
Amores agridoces...
Amores gritados...
Amores contidos...
Amores com sorrisos e com choro...
Amores com razão e sem razão...
Amores com pele e sem pele...
Amores com sangue e sem respiração...
Amores com o coração e sem o coração...
Amores sem controle...
Todos os amores...
E aqueles que não vivi...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SÉRIE: Cancelado! (Peça de George Vilches inspirada nas obras de Pedro Almodóvar)

Lindo, e eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar é simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
E depois ir embora
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Basta olhar pra você



Rita Lee - Menino Bonito


Olhares...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SÉRIE: Cancelado! (Peça de George Vilches inspirada nas obras de Pedro Almodóvar)



Sexo é integração
Não é abuso
Não é serviço
Seu corpo forte e bonito
Não é só por isso
Pré-requisito
Pra minha satisfação
Pode ser
Pode ser bom
E pode ser
Pode ser não
Carinho é sensação
Não é capricho
Nem desperdício
mas suas mãos de veludo
nem sempre dizem tudo
Que meu corpo quer saber
Pode ser
Pode ser bom
E pode ser
Pode ser não
Quando o sexo acaba tudo desaba
É uma questão de construção
E o que pode ser bom
Que pode ser bom, sim
Às vezes pode ser que não



Zélia Duncan - Sexo


Atmosfera...

terça-feira, 30 de junho de 2009

As pessoas morrem ou simplesmente desaparecem...
Fingem que morre, se escondem da realidade...
Sendo que ela está bem diante dos seus olhos...
Na rua, no caminho do carro, na tela do computador...
Porque se escondeu?
Porque sumiu?
Porque morreu?
Porque morreu pra mim?
Porque quis morrer no desaparecer?
As pessoas se escondem do que não entendem...
Do que sentem e do que amam...
O medo é traiçoeiro e perigoso...
Morrem!
Todos morrem um pouco a cada segundo que passa...
Uns morrem e outros se matam...
A diferença entre os dois?
O morrer significa que você viveu...
Se se matam significa que desperdiçou...
Pra você...
Bom suicídio...
Te vejo daqui muitos anos...

sábado, 20 de junho de 2009

O Coração

Pulsa, pulsa, pulsa... Para...

Um coração amargo para se degustar
Um coração possivelmente morto
Já não bate, “já não mais, amor”.

Farpas, feridas e estacas lapidam o coração ainda pulsante
Moldam aquele coração jovem e inocente
Aquele coração maleável e intocado, já não existe mais.

As estacas foram tantas que o transformaram em diamante
Tão duro e tão lindo como jamais se viu

Brilha toda a sua luz e saudade
Reluz tudo aquilo que é bom
Coração que se torna pedra preciosa, não pode ser quebrado nem ao menos trincado.

Tornou-se belo e inatingível
Tão rígido e tão distante
Que nem o mais sincero dos olhares pode admirá-lo.
16/06/09

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A História da Menina no Trem...

17h de um dia comum... A menina entra no trem com a cabeça cheia de pensamentos... Trabalho, amigos, contas, escola, amor... Apesar de pensar em amor, seu coração andava frio, quieto demais... Sento-se num dos bancos do vagão quase cheio, pegou seu rádio e pôs-se a ouvir suas músicas pelo fone de ouvido... Olhou para o lado e viu um rapaz sentado do outro lado do vagão, o rapaz tinha algo diferente, vestia-se com roupas da moda, o que não agradava a menina, mas tinha algo no formato de seus olhos que lhe chamava a atenção... Não sabia se era a barba por fazer, o nariz, os olhos, a boca, o desenho do boné sobre a cabeça ou se a junção de tudo, mas algo lhe prendia a atenção...No rádio começou uma música... De onde você vem? Quem vai te levar? Quem te faz sorrir? Quem te faz chorar? Qual será seu nome? Quais são seus amores? Você me faz imaginar...Te vejo de longe. Quero chegar. Algo não deixa eu me aproximar”... Nesse momento o trem parou e as portas se abriram, um tímido sol entrou pela porta aberta, banhou em cheio o rosto do rapaz... Você ilumina todo lugar...” A menina pensou: “Valeu sol!” As portas se fecharam e o trem andou, aquele breve momento havia passado... Se lembrou que havia um bom tempo naquele dia, que não se olhava no espelho... Passou as mãos pelos cabelos e rapidamente sacou da bolsa um espelho e um batom... Depois da demonstração de vaidade misturada à tentativa de ser notada a menina voltou a olhá-lo... Aquele rapaz a instigara tanto, que ela quase não desceu na sua estação. Só se deu conta que tinha que descer quando ouviu bem ao fundo, misturado com a música “Estação Brás”... Por sorte o rapaz se levantou e se dirigiu a porta, a menina o seguiu... Andaram juntos até as escadas rolantes no meio do emaranhado de gente, a menina foi para trás dele para poder observá-lo melhor... Olhou as linhas de seus ombros largos e viu o quanto era alto... Subiram na escada rolante, ela a esquerda e ele a direita... Ela, um degrau abaixo do dele o que aumentava ainda mais a sua altura... Mais que derrepente, a menina olhou para cima e o rapaz para trás... Seus olhares se encontraram a menina desviou... Depois de todo esse tempo só agora ele se dera conta da presença dela... Ele arriscou mais duas olhadas, que a menina percebeu... Seguiram paralelamente andando pelo mar de gente na direção do metrô... Ele arriscou mais um olhar... Nesse momento outra música começa... “Meu amor eu sinto muito, muito, muito, mais vou indo. Pois é tarde, muito tarde e eu preciso ir embora. Sinto muito meu amor mas acho que já vou andando. Amanhã acordo cedo e preciso ir embora. Eu queria ter você mas acho que já vou andando...” A menina sorriu... Quando passaram pela catraca do metrô, era o fim da linha... Ele foi sentido Palmeiras-Barra Funda e ela Corinthians-Itaquera...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Lara, lara, Lara lira...
Lara, Lara... larão!
Lira lara, lero lero
Lara lora... loira não!

Lara luz, lara lírica, calórica
Calórica não!
Lara flor, lara que brilha
Laravilha, lara em botão

Lara lara, laravilha
Fábrica de ervilha. Milho não.
Lara e milho? Não, ladrilho!
Empecilho! Ah, Lara, não!


Lere Lere, Lara Lara
L'airosa e clara, clarão!
São muitas faces, mas tão contrárias
Que se confundem na contramão

Lara lara, lara linha, lara linda
Flor botão!
Clara larinha, bela lara
Lara lara... larete, lira. Larão!

Por Fábio Gomes


Obrigada!!!!
O que é que brilha sem
Ser ouro? - A mulher de touro!
É a companheira perfeita
Quando levanta ou quando deita.
Mas é mulher exclusivista
Se não tem tudo faz a pista.
Depois que dona de casa...
E a noite ainda manda brasa.
Sua virtude: a paciência
Seu dia bom: a sexta-feira
Sua cor propícia: o verde
As flores dos seus pendores:
Rosa, flor de macieira.
Touro - Vinicius de Moraes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E tem mais coisas querendo sair...
Coisas que rodeiam a cabeça e beiram a uma insanidade surda...
Surda pois não ouve, ninguém ouve o grito preso na garganta de alguém com sede de vida...
Está preso, pois não pode ser solto, não pode ser gritado, vomitado pra fora com vontade e ímpeto...
As sombras pesam sob as costas de quem já calou, mas não quer mais...
Quer gritar, quer correr...
Quer gritar e correr nua pela grama numa noite de chuva e estrelas...
Gritar pra libertar... Pra deixar de guardar... Pra entender que o tempo não é algo que possa voltar... E nem que possa ir...
Que o tempo é agora...
Deixar que o grito leve tudo o que é efêmero, pequeno demais...
Que o vômito de voz faça com que todos ouçam seu peito aguado...
Que nada mais preso fique onde está...
Que a chuva lave o fervor da pele, da alma, dos olhos...
Pois a pele arde num fogo pulsante, espiral...
Fogo esse que nunca se calou, sempre gritou e sempre queimou...
Fogo esse que nunca mais será apagado, pois é muito mais forte...
A insanidade está aqui, inquieta, maliciosa, sedutora, selvagem...
Insanidade que cheira flores de outono... Frias, porém, presentes...
Que tem um estranho gosto metálico e a cor da neblina...
Insanidade que está aqui desde que a alma é alma...
Insanidade presente desde que comecei essas letras...