quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu acho que
Tenho certeza daquilo que eu quero agora
Daquilo que mando embora,
Daquilo que me demora
Eu acho que
Tenho certeza daquilo que me conforma
Daquilo que quero entender
E não acomodar com o que incomoda
Não acomodar com o que incomoda
E quando eu vou
É quando eu acho que
Onde é que eu tô
É pouco e tanto faz
Seja o que for,
Seja o que surge e some
Seja o que consome mais
Seja o que consome mas
Faz
E a historia que
Nem passou por nós
Direito ainda,
Pr'onde é que foi?


Criado Mudo - O Teatro Mágico

" A inconstância"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Olha...
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha...
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha...
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

Beatriz -Edu Lobo/Chico Buarque





"A todas as atrizes que interpretam atrizes
."
Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô maneiro pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar num pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça



Implicante - Ana Carolina

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dos amores...

Amores frios, quentes...
Amores de fim de semana...
Amores pra vida inteira...
Amores rasgados...
Amores machucados...
Amores intensos...
Amores rasos...
Amores duvidosos...
Amores tempestuosos...
Amores destemperados...
Amores agridoces...
Amores gritados...
Amores contidos...
Amores com sorrisos e com choro...
Amores com razão e sem razão...
Amores com pele e sem pele...
Amores com sangue e sem respiração...
Amores com o coração e sem o coração...
Amores sem controle...
Todos os amores...
E aqueles que não vivi...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SÉRIE: Cancelado! (Peça de George Vilches inspirada nas obras de Pedro Almodóvar)

Lindo, e eu me sinto enfeitiçada
Correndo perigo
Seu olhar é simplesmente lindo
Mas também não diz mais nada
Menino bonito
E então quero olhar você
E depois ir embora
Sem dizer o porquê
Eu sou cigana
Basta olhar pra você



Rita Lee - Menino Bonito


Olhares...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SÉRIE: Cancelado! (Peça de George Vilches inspirada nas obras de Pedro Almodóvar)



Sexo é integração
Não é abuso
Não é serviço
Seu corpo forte e bonito
Não é só por isso
Pré-requisito
Pra minha satisfação
Pode ser
Pode ser bom
E pode ser
Pode ser não
Carinho é sensação
Não é capricho
Nem desperdício
mas suas mãos de veludo
nem sempre dizem tudo
Que meu corpo quer saber
Pode ser
Pode ser bom
E pode ser
Pode ser não
Quando o sexo acaba tudo desaba
É uma questão de construção
E o que pode ser bom
Que pode ser bom, sim
Às vezes pode ser que não



Zélia Duncan - Sexo


Atmosfera...

terça-feira, 30 de junho de 2009

As pessoas morrem ou simplesmente desaparecem...
Fingem que morre, se escondem da realidade...
Sendo que ela está bem diante dos seus olhos...
Na rua, no caminho do carro, na tela do computador...
Porque se escondeu?
Porque sumiu?
Porque morreu?
Porque morreu pra mim?
Porque quis morrer no desaparecer?
As pessoas se escondem do que não entendem...
Do que sentem e do que amam...
O medo é traiçoeiro e perigoso...
Morrem!
Todos morrem um pouco a cada segundo que passa...
Uns morrem e outros se matam...
A diferença entre os dois?
O morrer significa que você viveu...
Se se matam significa que desperdiçou...
Pra você...
Bom suicídio...
Te vejo daqui muitos anos...

sábado, 20 de junho de 2009

O Coração

Pulsa, pulsa, pulsa... Para...

Um coração amargo para se degustar
Um coração possivelmente morto
Já não bate, “já não mais, amor”.

Farpas, feridas e estacas lapidam o coração ainda pulsante
Moldam aquele coração jovem e inocente
Aquele coração maleável e intocado, já não existe mais.

As estacas foram tantas que o transformaram em diamante
Tão duro e tão lindo como jamais se viu

Brilha toda a sua luz e saudade
Reluz tudo aquilo que é bom
Coração que se torna pedra preciosa, não pode ser quebrado nem ao menos trincado.

Tornou-se belo e inatingível
Tão rígido e tão distante
Que nem o mais sincero dos olhares pode admirá-lo.
16/06/09

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A História da Menina no Trem...

17h de um dia comum... A menina entra no trem com a cabeça cheia de pensamentos... Trabalho, amigos, contas, escola, amor... Apesar de pensar em amor, seu coração andava frio, quieto demais... Sento-se num dos bancos do vagão quase cheio, pegou seu rádio e pôs-se a ouvir suas músicas pelo fone de ouvido... Olhou para o lado e viu um rapaz sentado do outro lado do vagão, o rapaz tinha algo diferente, vestia-se com roupas da moda, o que não agradava a menina, mas tinha algo no formato de seus olhos que lhe chamava a atenção... Não sabia se era a barba por fazer, o nariz, os olhos, a boca, o desenho do boné sobre a cabeça ou se a junção de tudo, mas algo lhe prendia a atenção...No rádio começou uma música... “De onde você vem? Quem vai te levar? Quem te faz sorrir? Quem te faz chorar? Qual será seu nome? Quais são seus amores? Você me faz imaginar...Te vejo de longe. Quero chegar. Algo não deixa eu me aproximar”... Nesse momento o trem parou e as portas se abriram, um tímido sol entrou pela porta aberta, banhou em cheio o rosto do rapaz... “Você ilumina todo lugar...” A menina pensou: “Valeu sol!” As portas se fecharam e o trem andou, aquele breve momento havia passado... Se lembrou que havia um bom tempo naquele dia, que não se olhava no espelho... Passou as mãos pelos cabelos e rapidamente sacou da bolsa um espelho e um batom... Depois da demonstração de vaidade misturada à tentativa de ser notada a menina voltou a olhá-lo... Aquele rapaz a instigara tanto, que ela quase não desceu na sua estação. Só se deu conta que tinha que descer quando ouviu bem ao fundo, misturado com a música “Estação Brás”... Por sorte o rapaz se levantou e se dirigiu a porta, a menina o seguiu... Andaram juntos até as escadas rolantes no meio do emaranhado de gente, a menina foi para trás dele para poder observá-lo melhor... Olhou as linhas de seus ombros largos e viu o quanto era alto... Subiram na escada rolante, ela a esquerda e ele a direita... Ela, um degrau abaixo do dele o que aumentava ainda mais a sua altura... Mais que derrepente, a menina olhou para cima e o rapaz para trás... Seus olhares se encontraram a menina desviou... Depois de todo esse tempo só agora ele se dera conta da presença dela... Ele arriscou mais duas olhadas, que a menina percebeu... Seguiram paralelamente andando pelo mar de gente na direção do metrô... Ele arriscou mais um olhar... Nesse momento outra música começa... “Meu amor eu sinto muito, muito, muito, mais vou indo. Pois é tarde, muito tarde e eu preciso ir embora. Sinto muito meu amor mas acho que já vou andando. Amanhã acordo cedo e preciso ir embora. Eu queria ter você mas acho que já vou andando...” A menina sorriu... Quando passaram pela catraca do metrô, era o fim da linha... Ele foi sentido Palmeiras-Barra Funda e ela Corinthians-Itaquera...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Lara, lara, Lara lira...
Lara, Lara... larão!
Lira lara, lero lero
Lara lora... loira não!

Lara luz, lara lírica, calórica
Calórica não!
Lara flor, lara que brilha
Laravilha, lara em botão

Lara lara, laravilha
Fábrica de ervilha. Milho não.
Lara e milho? Não, ladrilho!
Empecilho! Ah, Lara, não!


Lere Lere, Lara Lara
L'airosa e clara, clarão!
São muitas faces, mas tão contrárias
Que se confundem na contramão

Lara lara, lara linha, lara linda
Flor botão!
Clara larinha, bela lara
Lara lara... larete, lira. Larão!

Por Fábio Gomes


Obrigada!!!!
O que é que brilha sem
Ser ouro? - A mulher de touro!
É a companheira perfeita
Quando levanta ou quando deita.
Mas é mulher exclusivista
Se não tem tudo faz a pista.
Depois que dona de casa...
E a noite ainda manda brasa.
Sua virtude: a paciência
Seu dia bom: a sexta-feira
Sua cor propícia: o verde
As flores dos seus pendores:
Rosa, flor de macieira.
Touro - Vinicius de Moraes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E tem mais coisas querendo sair...
Coisas que rodeiam a cabeça e beiram a uma insanidade surda...
Surda pois não ouve, ninguém ouve o grito preso na garganta de alguém com sede de vida...
Está preso, pois não pode ser solto, não pode ser gritado, vomitado pra fora com vontade e ímpeto...
As sombras pesam sob as costas de quem já calou, mas não quer mais...
Quer gritar, quer correr...
Quer gritar e correr nua pela grama numa noite de chuva e estrelas...
Gritar pra libertar... Pra deixar de guardar... Pra entender que o tempo não é algo que possa voltar... E nem que possa ir...
Que o tempo é agora...
Deixar que o grito leve tudo o que é efêmero, pequeno demais...
Que o vômito de voz faça com que todos ouçam seu peito aguado...
Que nada mais preso fique onde está...
Que a chuva lave o fervor da pele, da alma, dos olhos...
Pois a pele arde num fogo pulsante, espiral...
Fogo esse que nunca se calou, sempre gritou e sempre queimou...
Fogo esse que nunca mais será apagado, pois é muito mais forte...
A insanidade está aqui, inquieta, maliciosa, sedutora, selvagem...
Insanidade que cheira flores de outono... Frias, porém, presentes...
Que tem um estranho gosto metálico e a cor da neblina...
Insanidade que está aqui desde que a alma é alma...
Insanidade presente desde que comecei essas letras...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Conto da Fada...

... A Cinderela que de tanta coisa que tinha pra fazer, acabou virando bela adormecida, acordou com tanta fome que comeu a maça, que parou na garganta, afogando o peito, ficou tão branca, tão branca que acabou Branca de Neve, caiu no mar e virou Ariel, um dia deu um salto e o tapete mágico passou e a levou, seu nome agora é Yasmim, até que apareceram juntos a Fada Madrinha e o Gênio da lâmpada e disseram:

- Oh! Pequena criança, já passastes por tantas desventuras, queres um Príncipe?

A pequena pensou, pensou e pensou, até que fez uma cara feia.

- Príncipe? Eu quero é o Lobo Mau!
O Último Poema

Tchau!

domingo, 26 de abril de 2009

Hoje vou pedir a ajuda do vento

pra levar todo sofrimento e me deixar nos braços dela...

pois trago amor escondido dentro do peito

e tenho todo direito de crescer voar por aí

Pois se eu não soubesse que o rio corre pro mar

que sanfona é pra forrozar e meu coração é todo seu...

eu não sonharia não me entregaria assim...

não existiria em mim um desejo louco de te encontrar...

sopra vento...

sopra vento... zum zum...

sopra vento... zum zum...

sopra vento e me deixe nos braços da paz...




(autor desconhecido)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O amor vem, ele chega e quando chega, não quer ir embora.
Passam-se os tempos, mudam-se as vontades e o amor continua fora do lugar...
Amor, vem pra cá, pára de brincá.
Senta aqui e fica quietinho, acalme-se, acalente-se.
Amor, não maltrate o coração, deixe-o pulsar, deixe-o viver.
Amor, vem aqui, bata no meu peito e bata no dele também.
Amor, me deixa te amar, não me faça te odiar...
Amor, amar, amado.
O amado que amava a amada, que amava outro amado, o primeiro amado que não era amado pela amada, mas era amado por outra amada. A amada que amava o amado que não amava...
Afinal, cadê o amor? Se se ama mas não o tem...
Se escondeu? Fugiu ou morreu?
Cadê o amor? Se perdeu? Não se achou...
Porque o amor não se encontra? Já que nessas letras se ama tanto?
Porque quem ama não pode amar quem ama?
O amor prega peça, é bicho malvado, criança travessa.
Acho que o cúpido ficou bravo porque ninguém ama o amor, só ama o amado que amava a amada, que amava outro amado, o primeiro amado que não era amado pela amada, mas era amado por outra amada. A amada que amava o amado que não amava...
Então cúpido ficou bravo pois viu o amor triste e quis vingá-lo. Mandou flechas tortas regadas de desencontros que não nos deixam usar a razão e deixou pra nós, seres movidos de amor, a difícil e árdua tarefa de encontrar o caminho que leve ao amado amar a amada e a amada amar o amado e assim o amor será finalmente amado...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Basta!

Chega! Não agüento mais! Chega desse lixo! Chega dessa merda!
Não agüento mais! Chega! Chega!
Tanto desengano, tanto choro, tanta merda, merda...
Por favor, chega! To no meu limite de angústia, de medo...
Só sobram sopros e lufadas de nada!
Chega de perder! Chega de ganhar rugas e dores!
Basta! Chega!
Chega de punhaladas de lâminas frias! De facas sem corte!
Chega de desespero, chega de dor!
Pelo amor de Deus! Pára!
Me deixa em paz! Quero viver! Vai embora! Sai daqui!
Chega de sobras! Chega de restos cuspidos! Chega de migalhas!
Chega de amores maltrapilhos e paixões rasgadas!
Chega de corações dilacerados e corpos a míngua...

Chega de um corpo surrado, de um corpo doente!
Chega!
Chega de um ser vazio, incompleto, machucado...
Chega!
Chega de pena! Chega de dó!
Chega de achar que não merece, que não foi feito pra isso!
Pára! Por favor!
Chega de espezinhar, de ferir, de matar, de morrer!
Não quero mais matar! Não quero mais morrer!
Não quero mais me sentir assim! Não mais! Nunca mais!
Me deixe ir! Me deixe voltar!
Devolva! Devolva meu coração!
Quero um ser inteiro, não quero mais metades!
Joga fora! Solte meus pulsos! Desacorrente minha alma!
Quero viver!
Chega!
Chega!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sou um clown diário
Com urgência de vida
Um palhaço que ri e algumas vezes chora!
Mas não... Não chore palhaço!
Você tem sorrisos pra arrancar, dias bonitos pra fazer.
Sou um palhaço alegre, sarcástico, pateta, palhaço...
Um palhaço deslumbrado com coisas pequenas que parecem sem graça aos olhos de muitos
Um palhaço que muitas vezes não usa maquiagem, nem nariz
Outras que usa, batom, sombra nos olhos, e salto alto...
E outras ainda, que usa pancake branco, roupas coloridas, um grande nariz e outros nomes
Sou um palhaço num mundo de fúria
No meu mundo, no dos outros e no de todos
Um palhaço que busca ajudar, mas nem sempre faz a coisa certa
Mas o que é certo? Quem definiu o que é certo?
Seja lá o que for, não foi um acordo comum.
Um palhaço que ainda vai se tornar o que se quer ser
Mesmo que algumas pessoas se incomodem com a minha alegria
Eu a faço de bom de grado e peito aberto
Um palhaço que se questiona sobre fazer o bem, sobre querer bem
Um palhaço que muitas vezes não quer ser palhaço, quer ser apenas mulher
Mas então descobre que ser palhaço é o que a deixa mais feliz!
Que não importa se é palhaço ou se é mulher
Que importa é ser os dois! Ás vezes junto, ás vezes separado...
“Que um sorriso gasta menos energia e dá mais luz”
“Que a cada mil lágrimas, nasce um milagre”
“Que ser feliz custa tão pouco, que nem se quer nos damos conta”
Um palhaço que emerge e sucumbi
Mas que nunca deixará de ser um palhaço! Um palhaço-mulher!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

o sol não aparece há dias
uma bela flor no vaso
um chinelo perto da lareira
um cello repousa na capa
logo ela desce as escadas
a elegância da manhã que ela veste
o som da água faz ela sonhar
acordada por uma nuvem de vapor
ela põe seus sonhos num copo
uma colher de açucar adoça tudo
e ela luta por sua vida
enquanto coloca o casaco
e ela luta por sua vida no trem
ela olha a chuva enquanto ela cai
e ela luta por sua vida
quando entra na loja
com um pensamento em um assunto que a pegou, ela paga pelo pão e se vai
o sol não aparece há dias
uma melodia de inverno que ela toca
o trovão faz ela pensar
ela ouve um barulho atrás do portão
talvez uma carta com uma pomba
talvez um estranho q ela possa amar...
oren lavie- her morning elegance
Valeu Kléber!!!
Cansaço

Ando cansada das pessoas... Pessoas que pouco ou nada tem na cabeça...
Cansada da podridão, da hipocrisia, da maledicência, da mediocridade...
Cansada de ver pessoas que atrapalham a evolução das espécie...
Cansada de vampiros, de oportunistas...
Cansada de preconceito, de segregação...
Ando tão cansada que me sinto enjoada...
Quero vomitar todo o nojo que sinto, todo o asco, todo o pus preso na garganta...
Cansei de pessoas que só fazem peso no mundo...
Cansada de pessoas feias, que cospem podridão por onde passam...
Que só carregam discórdia, raiva, doenças...
Ando cansada de ter dó, de sentir pena da minha própria raça...
Cansada de pessoas cegas, burras, pessoas que julgam que o mundo é cruel, sem perceber que são elas que fazem mal, que poluem o mundo, que magoam, que chutam, que cospem...
Cansada de saber que essas pessoas me fazem mal, me deixam triste...
Cansada de saber que por mais que eu queira, eu não posso fazer nada por elas...
Cansada de saber que sinto culpa por não poder fazer NADA!!!

Um homem sábio disse:“O mundo não suporta vítimas”.
Sinto-me feliz por saber que ainda existem pessoas boas!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quero rasgar tua carne com dentes e unhas...
Mastigá-la e engoli-la...
Cada pedaço de carne, de pele...
Te fazer sangrar tudo aquilo que já me fez...
Quero olhar nos teus olhos com a tua carne dilacerada...
Sem piedade, sem compaixão ou clemência...
Quero te fazer sentir a dor que sinto por dentro...
Sentir o medo que tenho de perder a vida...
O medo de te perder... Pra sempre...
Quero ver teu sofrimento assim como foi o meu...
Sem dó, pois de mim, não teve...
E dizer no seu ouvido: Sofra...

Mentira! Isso é tudo mentira!
È só orgulho barato, ego idiota!
É balela, bobagem, besteira...
A mais imbecil mentira, a mais falsa mentira....
Meu verdadeiro sentimento, é muito maior que isso...
É maior do que podemos supor...
Maior que eu, maior que você...
Maior que eu e você... Juntos ou separados...
O que sinto por você é....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sussurrando frases pra um único ouvido ouvir...
A noite escura gélida que cai sobre minhas costas...
Presas e garras a meia luz...
Gemidos suspensos no ar...
A folia do prazer instantâneo...
O prazer da dor...
A branca lua que faz meu coração pulsar...
E meus olhos sangrarem...
É frio... E é calor...
Gelada que ferve...
Sangue que cai e queima a pele...
Saliva doce...
Corpo trêmulo...
Vontade que não quer ir embora...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Anjo poeta, poeta anjo...
Em ti algo explode, pulsa, talvez até sangra...
É uma força que impulsiona as tuas palavras e me bate na cara...
Sinto tuas feridas tão próximas das minhas...
Mas com mais cor, mais sabor...
Tão longe... Tão perto...
Uma alma inquieta que se alimenta de poesia própria deixando a minha alma inquieta e por vezes calada...
Me causas medo...
Sobre ti há muito que dizer, mas há mais o que pensar...
Dizer, não sei mais, és inenarrável...
Sobre Lucas de Oliveira
Entra macio e desliza cálido...
Esboça um sorriso com uma destreza que é só sua...
Tens brilho de homem no olhar...
Que também é suave, quase irreal...
Encosta quase todo o rosto no travesseiro colorido e finge que dorme...
Pensa que não sinto os pensamentos embaralhados na cabeça...
Mas por alguns momentos eles se esvaem pra algo mais sublime...
Aperta forte... Tenta parar.. O ar sai socado do peito pela boca... Explode...
Silêncio...
Respira...
Entrelaçam-se as pernas e os braços, descansa...
Os fios dos cabelos correm pelos dedos...
A carne branca e morena é que dão luz ao espaço...
Fecham-se os olhos, por mais que se pense nada a memória guarda...
O que se pensou pouco importa agora...
O relógio parou... Pelo menos a um milésimo de segundo atrás...
Parado... Eterno...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Chega mais perto...
Vem pra cá...
Não tenha medo de seguir pelo caminho...
Ele é escuro eu sei, mas estando de mãos dadas tem mais luz...
Se arrisque de novo...
Olhe nos meus olhos e veja tudo o que ele reflete...
Sinta meu corpo e roube o calor...
Deite sua cabeça no meu ombro e descanse da vida...
Tire os seus pés do chão por apenas um segundo...
Escute a minha voz com atenção...
Falada, cantada, sussurrada ou gritada...
Te seguro nos braços, pois preciso que me segure nos teus...
Deixa entrar... Deixa viver...

Inspirado por "Série Cores: Vermelho" de Paty Augusto

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

DIÁLOGO: ( Sem querer)

-Meu coração tá até acelerado...
-Que bom... assim ele bomba mais sangue e o metabolismo funciona melhor!
-Mas, dói...

Por Lara Weber e Lucas de Oliveira

domingo, 9 de novembro de 2008

MUITO DO QUE EU FAÇO
NÃO PENSO, ME LANÇO SEM COMPROMISSO.
VOU NO MEU COMPASSO
DANÇO, NÃO CANSO A NINGUÉM COBIÇO.
TUDO O QUE EU TE PEÇO
É POR TUDO QUE FIZ E SEI QUE MEREÇO
POSSO, E TE CONFESSO.
VOCÊ NÃO SABE DA MISSA UM TERÇO
TANTO CHORO E PRANTO
A VIDA DANDO NA CARA
NÃO OFEREÇO A FACE NEM SORRISO AMARELO
DENTRO DO MEU PEITO UMA VONTADE BIGORNA
UM DESEJO MARTELO
TANTO DESENCANTO
A VIDA NÃO TE PERDOA
TENDO TUDO CONTRA E NADA ME TRANSTORNA
DENTRO DO MEU PEITO UM DESEJO MARTELO
UMA VONTADE BIGORNA
VOU CERTO
DE ESTAR NO CAMINHO
DESPERTO.
Lenine - Martelo Bigorna

domingo, 2 de novembro de 2008

Duas almas inquietas escrevendo madrugada a dentro... As linhas pretas são de Lucas de Oiveira (grande poeta, sensível, humano, ácido...) As verdes são minhas... Lu, obrigada!
A luz se apagou,
aquele pássaro incapaz de voar rasgou meu peito
pousou no seu.
Fiquei ali parada, imóvel, nada sentia, apenas olhava...
e olhava...
Só não enxergava o doce olhar do pássaro
logo havia medo, nele e em mim...
Eu queria estar naquele peito, mas não estava.
quis ser o pássaro.
não fui. morri.
Morri, pois não posso voar,
tenho asas, mas não voo..
tenho coração, mas não bate...

Quis ser o pássaro.
não fui.
E o que sou?
Já que tenho asas que não voam e um coração que não bate...
Nada
só o ouvinte mudo desse pássaro
Cego e covarde
covarde demais pra esquecer...
Aquecer o ser amanhecer
Será, saber sem sentir
Delete, esc ser, esquecer...
Ser covarde.
Enter.
Na sua alma, nas suas mãos...


Por Lara Weber e Lucas de Oliveira.
Madrugada. 31/10/08. 01:48h.